Definir Assessoria de Imprensa

Definir Assessoria de Imprensa: de onde vem, o que é, e para onde vai?

É simples definir a actividade da assessoria de imprensa embora não deva significar desconsideração por parte de uma marca ou empresa quando chega o momento de delinear um plano de comunicação orientado para o público, parceiros ou clientes, quer ela seja praticada internamente – adjudicada ao Relações Públicas– quer seja um serviço contratado a uma empresa externa composta por agentes de comunicação. Porém, deveremos ver o que foi, e a potencialidade que tem hoje caso se alie a novas formas de comunicar mais actuais, tão ou mais eficientes.

Trata-se de uma actividade dentro da Comunicação, sobretudo Empresarial, cujo simples, mas importante, objectivo passa pelo fortalecimento da imagem de uma marca, produto ou serviço por meio da imprensa e demais canais de comunicação, de forma a garantir maior visibilidade junto dos respectivos públicos-alvo.

A Assessoria de Imprensa surgiu há mais de 100 anos, nos Estados Unidos, cuja paternidade é atribuída a Ivy Lee, um jornalista, mais tarde publicista, que começou por prestar serviços de assessoria dentro de uma empresa de transportes ferroviários, a Pennsylvania Railroad. Em 1906, fez chegar vários textos que serviriam como fonte para dar a conhecer ao resto do mundo (mundo esse em que a internet ainda estaria longe de ver a luz do dia) a versão oficial sobre um grave de acidente ferroviário, evitando assim que a imprensa, quer local quer mundial, recebesse outras versões sobre a história. A fonte teria que ser única e a fonte teria que partir de alguém oficializado pela Pennsylvania Railroad. Terá sido o primeiro press release alguma vez enviado.

Entretanto mudam-se os tempos, mudam-se as vontades: com o desenvolvimento da Internet, a actividade de assessoria de imprensa tem vindo a enfrentar mudanças profundas, devido principalmente a duas razões. A primeira passa pelo facto dos media tradicionais estarem também eles a passar por uma grande transformação com a queda do número de leitores de jornais e redução das redacções. Por outro lado, os blogs têm vindo a ganhar cada vez mais importância, estando eles cada vez mais na mira dos assessores e nesta nova maneira de comunicar com o imediatismo do digital, com tudo o que de bom e mau isso acarreta. O segundo motivo está relacionado com sites de pesquisa, como o Google. Antes de existirem, os grandes grupos de comunicação controlavam as informações e a comunicação empresarial era uma via de uma só fonte. Os relações públicas de cada empresa divulgam as suas notícias e os leitores decidiam se estas interessavam ou não. Vivemos numa fase em que o leitor deixou de ser um consumidor passivo da informação, este busca activamente pelo que quer saber através de mecanismos de busca, levando a que as empresas consigam comunicar directamente com ele sem precisarem de estar presentes nos media tradicionais.

Com estas mudanças, o foco do trabalho de assessoria de imprensa está em mudança. Continua porém ser mandatório trabalhar o relacionamento com os jornalistas tendo em conta a credibilidade e influência nos veículos de comunicação tradicionais que ainda influenciam opinion-makers e, também e consequentemente, leitores. Mas o novo foco do trabalho não poderá estar exclusivamente focado nos jornalistas. Numa época em que o relacionamento entre empresas e público-alvo é cada vez mais complexo, o desafio passa por ajudar o cliente a relacionar-se com o seu consumidor directo, aquele que compra o seu produto, adquire o seu serviço, assiste ao seu formato televisivo, pela simples razão deste ter ganho uma força inesperada com recurso aos novos media. Com apenas um post no facebook, um consumidor pode derrubar ou promover uma marca.

Será então por esta razão que qualquer plano de comunicação terá de ser 360º, partindo de uma equipa dedicada e orientada para vários ângulos de como há-de comunicar uma marca ou empresa. O online e offline podem, e hoje devem, complementar-se. Juntos tornam-se na melhor arma de arremesso que fará o (bom) nome de uma marca ou empresa chegar a um determinado público. Quer seja para o fidelizar, quer seja para o conquistar.

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