Publicamos em live! Sabe tudo sobre a guerra dos directos nas redes sociais

Se há uns tempos eram as selfies que estavam na moda, agora são os lives que fazem as maravilhas dos utilizadores mais ousados. Já são algumas as aplicações que permitem estar em directo a partir do seu perfil. O Facebook, o Snapchat e o Instagram são alguns dos exemplos que já deve ter utilizado para partilhar algo em directo com os seus seguidores e amigos do mundo online.

Viver online já é estar em cima do momento mal ele aconteça. Mas… e se, em vez de estar no Facebook a ler as publicações do seu ídolo ao minuto, pudesse assistir às mesmas novidades mas através de uma partilha de vídeo em directo? Muito melhor, nós sabemos. O vídeo acrescenta aquela acção e realidade às palavras que dantes pintavam os nossos perfis. O mesmo acontece com o Instagram Stories e com o Snapchat.

Comunicar em live

Nos últimos tempos, estar online tem sido preocupação obrigatória para muitas figuras públicas, pequenas, grandes e médias empresas e até para utilizadores comuns que gostam de tecnologia ou que apenas querem estar mais próximos dos amigos, familiares e marcas que também marcam presença nas redes sociais. Muitas campanhas de publicidade, concursos, passatempos e jogos já surgiram nas redes sociais por culpa deste boom digital. Os benefícios, para além de (evidentemente) haver uma aproximação entre utilizadores e fãs, estão ligados às novas formas de fazer publicidade, jornalismo e de comunicar com um público que, por norma, não estaria atento à televisão ou aos jornais e revistas na hora de consumir informação.

Fazer com que a informação chegue às gerações mais novas que geralmente utilizam este tipo de ferramentas online tornou-se mais fácil com a chegada dos lives do Facebook e do Snapchat. Já é comum assistirmos aos directos de jornalistas que se antecedem aos respectivos programas de televisão, de cantores em promoção de concertos, de radialistas em cenário de trabalho e de muitos mais. No fundo, o directo é uma forma de partilha que mostra a rotina de todos nós. Desde a blogger que partilha um directo do lançamento de uma colecção de roupa, até à actriz que partilha a sua experiência nos bastidores daquela manhã.

2O Snapchat e o mundo

Mais recentemente, o Snapchat juntou os filtros animados às suas funcionalidades. Muito utilizada por adolescentes e jovens adultos (a famosa geração millennials) a rede social vive da troca de mensagens e de imagens estáticas e em movimento. Muitas outras aplicações lhe seguem as pisadas. Facto é que, depois de uma ideia resultar no online, todas as marcas querem experimentar e melhorar a ideia para que o sucesso das próprias seja melhor ainda. E é daí que surge a quase imitação do Snapchat: o Instagram Stories, lançado no mês passado. Permite aos seus utilizadores partilharem momentos com os seus seguidores – conteúdos esses que, após 24horas disponíveis, desaparecem.

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No que diz respeito ao jornalismo, o media online Buzzfeed, o Al jazeera, a MTV, o The Washington Post e muitos outros têm aproveitado o Snapchat para criar uma nova forma de fazer jornalismo. “O vídeo é uma parte essencial de todas as organizações noticiosas (…) é a linguagem na qual a nossa audiência – particularmente a audiência mais jovem – reage às nossas histórias”, conta Micah Gelman, editor sénior do The Washington Post, ao Huffington Post. Daí podemos concluir que a brevidade, a interactividade e a informalidade são também novos detalhes que não escapam na hora de criar o conteúdo certo para chegar aos mais novos. Porém, estudos recentes da AVG Technologies garantem que esta aplicação tem níveis altos de consumo de bateria, principalmente em dispositivos Android.

Na linha do live, também o Messenger apostou recentemente numa opção que permite aos utilizadores fazerem um instant video entre conversas – desde que ambos os utilizadores estejam online. “É perfeito para partilhar momentos rápidos com os amigos que não estão ao teu lado e para enriquecer as conversas”, lê-se no blog do Facebook.

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Entre 25 e 30 minutos é o tempo diário que cada utilizador gasta em média no Snapchat. Os lucros têm subido e prova disso foi o recente investimento da aplicação: comprou, por 110 milhões de dólares, o motor de busca Vurb. A partir daqui, podemos esperar mais actualizações pois, daqui para a frente, pode vir a ser possível desde reservar restaurantes até comprar bilhetes dentro do Snapchat.

E se no Snapchat é necessário um login específico, no Instagram Stories, não. Pois quem é utilizador habitual do Instagram tem automaticamente acesso à opção Stories. Um dos co-fundadores da rede social, Kevin Systrom, explica ao The Wall Street Journal: “Precisamos de um espaço onde as pessoas se sintam à vontade para publicar aquilo que quiserem sem terem medo de estarem a ser avaliadas pelo seu desempenho”.

Há mais quem queira juntar-se a esta festa…

É o caso do WhatsApp, segundo rumores recentes. A rede social de troca de mensagens está em testes para adicionar uma opção que permite ao utilizador tirar selfies com tanta claridade quanto no Snapchat. A juntar a essa opção, vêm as possibilidades de escrever, editar e adicionar emojis às fotografias finais.

Muito se faz e acrescenta à tecnologia dos dias que correm. Segundo resultados de um estudo levado a cabo pela Universidade do Michigan, o Snapchat é a rede social que traz mais felicidade aos utilizadores. Será que a teoria se vai manter nos próximos tempos ou será que ainda muitas novidades virão?

Esperemos para ver.

A KEEP it REAL não é excepção

Temos percebido ao longo dos últimos tempos que a opção de publicar conteúdos em directo é uma forma de chegar a mais utilizadores. Quando determinado cliente publica um live e interage directamente com os fãs, a publicação, por si só, ganha mais força e está mais propícia a um maior número de acções – diga-se, comentários, likes e partilhas.  Quando isto acontece, o fã sente que a mensagem é mais personalizada e que surgiu no calor do momento mas que partiu sobretudo da intenção de encurtar a distância entre a personalidade que a publica e o fã que a recebe do outro lado do ecrã. No fundo, comunicar em directo é essencialmente uma questão de criar laços mais fortes com outros utilizadores. E é isso que se pretende: manter marcas individuais ou colectivas sempre lado-a-lado com os fãs.

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