#MAKEAMERICAGREATAGAIN, o papel das redes sociais na eleição americana de 2016

As redes sociais tiveram grande importância na campanha eleitoral e também agora no processo de eleição dos dois candidatos à presidência dos Estados Unidos. Hillary Clinton e Donald Trump, dois “ex-amigos” a lutar pelo trono da maior potência mundial. As campanhas decorreram de maneiras diferentes mas sempre com algo em comum, as redes sociais. Clinton com uma abordagem mais política e intervencionista, e Trump de uma forma mais controversa e abrupta, não muito exemplar. Mas, que poder terão tido as redes na eleição de Donald Trump como o 45º presidente dos Estados Unidos da América e como ajudaram na sua campanha?

Por curiosidade apresentamos os candidatos em números nas redes sociais:

O Twitter foi sem dúvida a sua “arma” nestas eleições e é nesta que nos vamos focar. Foi aqui que Trump pôde construir a sua “personagem” e mostrar ao mundo o tipo de político que era. Foi nesta plataforma que estendeu a sua mensagem, tudo o que publica aqui permite-lhe ganhar ainda mais apoio dos seus seguidores e fama. Foi  a sua forma de arrecadar ainda mais votantes, e em conjunto com as outras redes lhe permitiu ter acesso a milhões de americanos.

Os seus famosos tweets foram o moto de muitas notícias e publicações em jornais e redes sociais. Donald Trump gastou mesmo muito menos dinheiro em campanha do que Hillary Clinton. No entanto, a “publicidade” gratuita que os seus tweets e declarações controversas lhe deram, fez com que tivesse por muitas vezes uma maior “media coverage” do que a sua adversária. Pequenas palavras ditas por ele, valem horas na televisão. Os retweets dos seus seguidores ajudam a espalhar a sua mensagem.

It’s been well-documented; Trump may very well have the most combative online presence of any candidate for president in modern history.

Fonte: npr.org/ 

Esta campanha foi sem dúvida diferente de todas as outras. O foco deixou de ser a política em si, para ser substituído por conversas sobre as vidas pessoais e passado dos candidatos. Foi uma eleição em volta de escândalos e de política não teve muito, o que pareceu resultar para o lado de Trump. Dos 10 tweets com maiores menções sobre os candidatos, apenas dois foram verdadeiramente acerca de política e foram os dois acerca de Trump. Um sobre a proposta de expulsar os muçulmanos dos Estados Unidos e o outro sobre o discurso deste em Arizona acerca da imigração depois de visitar o México.

 Clearly, the Twitterverse had a tendency to focus on the politics, not the policy of the 2016 election.

Fonte: npr.org/

Donald bate Hillary em quase todas as redes mas os seus seguidores não são muitos mais. Os ataques que faz aos seus adversários e inimigos no Twitter são a sua forma de mostrar que é superior e de ganhar ainda mais destaque. Insulta, ataca, desabafa de forma efusiva, é o seu estilo. Os tweets de Trump foram até analisados por cientistas que confirmam que existe uma estratégia por detrás de tudo isso e que tem vindo a funcionar. É como o próprio diz:

O meu Twitter tornou-se tão poderoso que eu posso fazer com que os meus inimigos digam a verdade.

Tenho estas coisas chamadas Twitter e Facebook, que são espantosas. É como ser dono do The New York Times sem os prejuízos.

Por usar o Twitter desta forma, conta o The New York Times, que Donald Trump não teve acesso à sua conta nestes últimos dias de campanha. O que faz algum sentido pois é uma forma da sua equipa tentar que o candidato não se prejudicasse a si próprio mais uma vez antes da eleição. Mas é como Barack Obama disse, “se alguém não consegue ter uma conta no Twitter também não consegue ter códigos para engenhos nucleares”, será?

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Aqui está um tweet que foi editado após Donald Trump o ter mandado publicar. A parte “for the American people” foi introduzida pela sua equipa de forma a que o tweet não fosse tão rude como este inicialmente o tinha imaginado.

Os seus tweets sem filtro são a sua forma de atacar quem está ou quem poderá estar contra si:

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Mas nada temam, fiquemos com as palavras de Barack Obama:

No matter what happens, the sun will rise in the morning.

Rescaldo do dia de eleições nas redes sociais

No Facebook, num total de 115 milhões de utilizadores, houve 75 milhões de gostos, publicações, comentários e partilhas relacionados com as eleições.

No Twitter, foram escritos 75 milhões de tweets, mais do dobro de há quatro anos atrás, 31 milhões.

Este foi o sucesso desta eleição, uma eleição nas redes, onde o comportamento dos candidatos nas redes impulsionou as conversas de política e conduziu os media.

E aqui está, já é oficial na bio do Twitter de Donald Trump, este é o novo presidente-eleito dos Estados Unidos da América:

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