Os nossos highlights da Web Summit 2016

53,056 pessoas
166 países
5,081 maratonas percorridas pelo staff da web summit em três dias
Rácio Mulheres / Homens – 42% (mais do dobro do ano passado) e 58%
97000 pastéis de natas comidos
1490 startups, 1300 investidores, 37000 quilómetros de cabos de fibra
4 milhões de visualizações no facebook live
1,8 milhões de mensagens trocadas na app da web summit
17 palcos, 34700 lugares
677 oradores, 2000 jornalistas
650 sessões “Mentor Hour” (onde empreendedores e investidores davam conselhos a startups)

“Portugal é o espaço ideal para tentar, falhar e voltar a tentar.”

António Costa, primeiro-ministo

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O efusivo Gary

Se alguém estava aborrecido ou adormecido no MEO Arena antes deste senhor entrar, de certeza que ganhou energia muito rapidamente após este dizer as suas primeiras palavras. Gary Vaynerchuk veio falar da importância que damos às opiniões de outros acerca dos nossos projetos. Este garante que a forma de fazer negócios mudou e que esta área não é para fracos nem para quem não tem um perfil para ser empreendedor, não é para todos. Em primeiro é necessário ter “self-awareness”.  Diz até que, se pudesse, escolhia não ser empreendedor. Diz que é preciso ser positivo porque, mesmo que as pessoas negativas sejam em minoria, estas têm mais poder que as outras. Afirma que estamos numa das piores eras de empreendedorismo. Fala de uma mudança na comunicação, que esta agora gira à volta da tecnologia e do tempo. Para ele marketing é a combinação entre matemática e arte. Não é necessário ter medo de falhar, se o nosso negócio for bom vai ter sucesso e o mercado não se interessa por quem somos ou de onde vimos. “Os nerds são rockstars” explica Gary. 

Como os artistas sobrevivem no mundo do streaming

Foi uma conversa bastante relaxada acerca do mundo da música hoje em dia. Uma indústria que sofreu grandes alterações com a chegada do streaming e dos downloads. Ne-Yo começa por dizer que antigamente era muito mais difícil para os artistas lançarem a sua música mas, no entanto, era muito mais fácil de serem pagos. Falou ainda como o streaming permitiu que se verifique um maior consumo de música. Tinie Tempah, uma estrela já desta “geração da internet”, afirma que antigamente era muito mais fácil o contacto com os fãs. Msn, Messenger, Myspace, era todos utilizados para isso, onde existia um contacto direto entre um artista e os seus fãs. Hoje em dia, isso já não se verifica, essa ligação é agora mais artificial. Hans-Holger Albrecht da Deezer explica-nos que no streaming há retorno para os artistas, que existe um “fair-share”. Ne-Yo demonstra a sua insatisfação com as leis da industria da música, que mesmo com a evolução desta e do aparecimento de todas estas novas tecnologias, não mudam há décadas. Fala ainda da nova forma de comunicação entre artista e seguidores. Explica que, os artistas precisam de um “par de mãos extra” porque as pessoas querem saber tudo da sua vida, que dantes eram estes que perseguiam o mundo, agora são eles os perseguidos e é por isso que contratam equipas para tratarem das suas redes sociais.

O poder do Tinder 

Sean Rad, CEO do Tinder, confessa que o Tinder existe para criar ligações entre pessoas e que não lhes interessa que tipo de ligações são essas. A aplicação é uma forma de eliminar a ansiedade que muitas pessoas sofrem quando querem conhecer ou falar com alguém, incluindo ele (aliás foi por isso que teve a ideia de criar esta app). É uma forma de reimaginar a forma como as pessoas se conhecem e se encontram, é um “ok” por  parte da outra pessoa para uma “aproximação”.  É, segundo ele, ter o poder de escolher quem queremos que fale connosco. Uma curiosidade é que Sean já empregou pessoas diretamente da app. Durante a conversa, deu ainda dicas para a construção de perfis, que tipo de fotos resultam, e explicou que o nosso perfil deve mostrar quem somos verdadeiramente.  A aplicação está em constante escrutínio e estão sempre a pensar em formas de melhorar a mesma. Falou ainda da novidade mais recente, o Tinder Social, que pretende reunir grupos de pessoas para irem sair à noite por exemplo. Tudo parte da sua estratégia de retirar as pessoas da app e fazer com que se reúnam no mundo real, transformando as suas ligações em algo real. 20 mil milhões de ligações já foram feitas. “Nurture a match” é o que quer que as pessoas façam.

Internet para todos graças ao Facebook 

Mike Schroepfer, diretor tecnológico Facebook, revela os próximos planos para o Facebook  e para o Mundo. O seu ambicioso objectivo? “Bring people with no internet access a voice”! Pretendem fornecer internet a todos, porque dos 7.3 mil milhões de pessoas no mundo, apenas 3.2 mil milhões estão ligados. Fala sobre os fracassos e como estes servem para nos ajudar a progredir, e que o facebook já passou por alguns. Mostra ainda que também estão a trabalhar em projetos de AI (Artificial Intelligence) e VR (Virtual Reality), falando ainda do Social VR já apresentado por Mark Zuckerberg no mês passado. No facebook são vistas diariamente mais de 100 milhões de horas de vídeos e ainda, 2 mil milhões de fotos são partilhadas.

BMW e os carros autónomos

Actualmente a BMW já tem carros que estacionam sozinhos, no futuro quer que estes conduzam de forma autónoma. Elmar Frickenstein (Vice-presidente sénior do departamento de condução autónoma)  da BMW alerta que ainda é preciso muita tecnologia e que isto trará muitos benefícios para os indivíduos, comunidades e até no avanço da própria tecnologia. “Transição de responsabilidade” é o que estes avanços vão permitir. Segundo o Vice-Presidente existem cinco níveis, onde a responsabilidade é transferida do ser humano para a máquina. Estamos atualmente no nível 3, onde é possível estar com os olhos fora da estrada e as mãos fora do volante durante um tempo limitado. A BMW quer chegar ao nível 5, onde os carros têm o controlo absoluto, não sendo necessário até estar alguém no carro para este funcionar. Frickenstein alerta ainda para a necessidade da cooperação de empresas das diversas áreas envolvidas neste tipo de projeto, e não apenas empresas da industria automóvel, como empresas que trabalhem com realidade virtual, 5G entre outros.

Joseph e a HitRecOrd

Joseph Gordon-Levitt veio apresentar os novos três pilares da internet: comunidade (invés de público); compensação justa (invés de cultura grátis) e colaboração (invés de socialização). Lançou há uns anos a plataforma HitRecOrd, onde partilharia os conteúdos que produzia com o seu irmão. A plataforma cresceu e tornou-se muito mais que isto, passou a ser um sítio de partilha, onde as comunidades criativas podem criar projectos juntas. A partir desta já foram criados filmes, séries, livros , música e muito mais. O mais espectacular aqui é que todos os artistas envolvidos no processo criativo são recompensados. Existe um conceito de remix, onde os outros são desafiados a estender o trabalho de alguém e por vezes até, tornar real a ideia de outro.

Vale a pena também espreitar:

Hyperloop One – Possivelmente o modo de transporte do futuro, “crossed fingers”!

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hyperloop-one.com

Sophia – Um dos robots mais avançados do mundo celebre por esta resposta:

“-Como é que nos vemos livres do Donald Trump?

-Tenho de candidatar-me eu à presidência.”

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hansonrobotics.com

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