Os influenciadores, as marcas e o maravilhoso mundo online

Estar online passou a ser quase obrigatório nos últimos tempos. De tal forma, que passamos o dia a acompanhar o dia-a-dia de quem marca presença na internet. O papel das marcas tem sido espalhar produtos por tantos quantos partilhem a rotina no mundo virtual. Para quê? Porquê? Ora:

É desde há pouco tempo que ouvimos falar de influenciadores. O mundo moderno fala deles, as marcas querem estar nas redes deles e nós, comuns utilizadores da Internet, seguimos-lhes as rotinas, projectos e preferências. Mas em que consiste tudo isto?

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O que são influenciadores?

Nada mais do que personalidades com alguma (que pode ser muita!) visibilidade. Desde que a pessoa esteja presente nas redes sociais e que tenha uma comunidade considerável de seguidores, já tem algum peso no que diz respeito à notoriedade que é exigida a um utilizador para ser influenciador.

Todos seguimos pelo menos um influenciador nas redes sociais. Quer seja actor, músico, cantora, pintor, fotógrafo, youtuber, blogger… a lista não tem fim! Na verdade, qualquer pessoa pode ser um influenciador se o conteúdo que partilhar nas redes for consumido por muitas outras pessoas. Quanto maior o alcance e a comunidade, mais são as marcas e projectos a quererem associar-se a estas personalidades.

O exemplo mais prático que temos para te dar é que ainda ontem alguém de nós visitou um novo restaurante que tinha sido mencionado por alguém nas redes sociais. Aquela blusa bonita da blogger x? Pois. Já a procuraste no site da marca que a blogger mencionou, certo? Aquele destino paradisíaco onde a actriz y esteve no Verão passado? Isso. Também pesquisaste por ele. E o livro que o teu escritor preferido lançou no mês passado, cuja capa reconheceste quando a cantora x mostrou o que nunca lhe falta na mala de viagem? É muito isto: vamos na corrente das preferências de quem seguimos e admiramos por qualquer razão.

Somos todos pessoas com gostos e percursos diferentes, mas há sempre um pormenor ou outro que nos assemelha a outras tantas pessoas. O objectivo principal dos influenciadores é que alguém se identifique com os seus conteúdos e preferências, bem como que consuma esses mesmos conteúdos e que absorva alguma informação sobre o que é partilhado. E essa intenção tanto serve para os conteúdos literários de um escritor, como para os podcasts de um youtuber como para os produtos e marcas que esses mesmos influenciadores mencionam online. As setas apontam todas para o mesmo verbo: consumir.

Porque deve a marca estar online?

Porque quanto a mais pessoas chegar uma marca, mais probabilidades esta tem de transformar a popularidade em vendas. Bem sabemos como pode ser difícil para uma marca crescer em vendas. O mercado está saturado em muitas áreas, a concorrência e competição são gigantes no mundo das marcas. Os custos podem ser elevados, as oportunidades caras e a criatividade inovadora.

Consumir televisão, talvez nem todos consumamos. Consumir publicidade impressa, talvez nem todos consumamos. Mas estar online, todos estamos. Um grande factor que guia os consumos de publicidade nos mais variados meios é o tempo. Para que consumamos a publicidade televisiva é preciso que estejamos àquela hora em frente à televisão com a máxima atenção. Se estivermos na praia em vez de em frente à televisão, o anúncio (que provavelmente ficou caro à marca para estar presente naquele horário, naquele canal, por uns segundos) já não nos alcança. O mesmo acontece com a publicidade impressa. – Outro factor que nos “livra” da publicidade é o poder de escolha. Se o telespectador não quer assistir ao intervalo de determinado programa, tem a possibilidade de mudar de canal e consumir outro programa que esteja no ar.

No caso da internet e da publicidade online, as opções de escapar à publicidade tornam-se menos acessíveis. Por muitos ad blockers que instalemos no nosso navegador, nada nos deixa fugir da moldura de publicidade no site de notícias, ou dos 5 segundos rápidos de teasers no YouTube. A publicidade está por tudo o que é website. E quando já não lhe damos a atenção necessária para que consideremos experimentar e comprar determinado produto, as marcas dão-nos a volta e associam-se aos utilizadores que até seguimos nas redes sociais e que admiramos. Assim torna-se difícil não consumir publicidade de marcas, não é?

O que acrescentam os influenciadores à marca?

No meio de todos os desafios que são impostos às marcas para que se destaquem no mercado, a associação a uma figura que já tem credibilidade e reconhecimento junto do público pode ser uma mais-valia para a marca. Esta é uma forma de publicidade não tão directa que poderá até adoptar um discurso que passa por aconselhar e partilhar preferências com o público.

Segundo a lógica de que nem todos quantos são alcançados pela publicidade se tornam consumidores da marca, quantas mais pessoas forem “atingidas” pelo buzz que é criado à volta dos produtos da marca, melhor. Nesse seguimento, sabendo que um influenciador é um produtor de conteúdos sociais que “entrega” informação a um número elevado de pessoas, torna-se possível chegar a um ainda maior número de pessoas.

De acordo com a área de actuação do influenciador em questão, varia o target da página. A idade, o género, a zona geográfica, os interesses, os hobbies e as preferências de consumo variam muito de influenciador para influenciador. Se falamos de um blog sobre paternidade, é esperado que os interesses dos seguidores desse influenciador apontem mais para crianças, maternidade e paternidade, família, educação, lazer e bem-estar. Se, por outro lado, visitamos o Instagram de um futebolista, é normal que o público seja mais interessado em desporto, jogos, patriotismo, aventura e experiências desportivas. Todos estes pontos revelam que o público-alvo de cada página, para além de ser mutável, tem interesses que precisam de se coordenar com o produto, serviço e experiência que cada marca oferece. Por isso mesmo, há marcas que fazem sentido associar a determinado influenciador, há outras que nem tanto. O desafio passa por criar um cenário que seja credível e, acima de tudo, harmonioso. Porque o grande objectivo é que a relação entre influenciador e marcas seja de win-win.

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