A notícia aos pedaços

O evoluir da presença cada vez mais evidente do consumidor de informação no campo digital tem obrigado os novos jornalistas a prestarem atenção à urgência de informar também, e principalmente, através das plataformas digitais do seu meio. Falamos da importância que isso representa não só para a visibilidade dos seus meios no geral, mas também para a continuidade do investimento, cada vez mais desafiante, dos seus anunciantes que, além e mais do que as assinaturas e compra em banca, são quem assegura o futuro de um órgão de comunicação social.

De forma quase diária, esta nova realidade é cada vez mais evidente. O jornalista pensa em online e isso fá-lo operar aquando da redação da notícia de forma diferente do convencional a que estávamos habituados há uns anos atrás. A informação deixou de poder ser dada por completo, fazendo o leitor deambular de página em página, de rede em rede, de peça em peça, até por fim concluir a leitura da notícia enquanto um todo. E tudo começa no chamado clickbait, ou caça-clique, termo que viu a luz do dia por meados de 2014. Atente-se que as manchetes clickbait costumam prover somente o mínimo necessário para deixar o leitor curioso, mas não o suficiente para satisfazer essa curiosidade sem clicar no conteúdo vinculado. A partir daí o leitor é convidado a iniciar uma maratona de post em post, de fotografia em fotografia, de rede social em rede social para descobrir a notícia enquanto um todo. No fundo, o redator de hoje parece construir uma notícia em forma de puzzle onde as peças se espalham ao longo das plataformas onde o órgão de comunicação existe. A páginas tantas, o leitor cedo se apercebe que afinal a notícia afinal nem é tão notícia quanto isso.

O leitor deverá, portanto, estar consciente de um novo paradigma de notícia. De como esta é apresentada no online e dos perigos que isso representa para a construção da perceção do que consideramos ser notícia. O online empreguiçou os utilizadores e motivou os fazedores de conteúdos a tirarem o melhor proveito financeiro da construção de notícias. Que afinal podem não ser assim tão notícia.

Será, então, fundamental que o utilizador opte pelas mais variadas e completas fontes evitando informar-se exclusivamente pelas redes sociais, preferindo as assinaturas digitais ou o convencional papel.

Conheça alguns órgãos de comunicação social que apresentam valores de assinatura bastante vantajosos e que agora recomendamos:

 

Texto por: Duarte Loureiro Borges

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