Estamos a ser engolidos ou chegámos ao paraíso?

Stickers, live streaming, chat bot, blogging, share, branded content. Todos estes são conceitos que, mais dia – menos dia, passarão pelo nosso vocabulário do quotidiano. Ora porque trabalhamos directamente com o mundo digital, ora porque somos meros utilizadores das redes sociais e, por isso, estamos expostos aos conteúdos que são produzidos pelas figuras públicas e pelas marcas.

Nos últimos tempos, as marcas descobriram as redes sociais. Engagement. Interactividade. Valores. Reach. E as comunidades de figuras públicas, marcas e empresas têm correspondido de tal forma que este é um sector em crescimento no mundo digital: publicidade através de influenciadores.

Outra das mudanças que nos chegaram com o digital foram os hábitos de consumo online. Se há uns anos sair à rua e comprar o jornal era um hábito, hoje em dia não saímos de casa sem já termos lido no smartphone ou no tablet as notícias que estão na ordem do dia. E quando saímos de casa, cruzamo-nos com mais pessoas que têm os telemóveis na mão do que com aquelas que os deixam arrumados nas malas ou nos bolsos do casaco.

Se isto é uma mudança de hábitos? Completamente. Se cooperamos com esta mudança dia após dia? Claro! Fazer compras online é mais rápido do que ir efectivamente ao supermercado e voltar para casa carregado com sacos. Poder pagar contas sem passar imenso tempo em filas intermináveis é mais confortável. Entregas ao domicílio. Giveaways. Blogs. Campanhas patrocinadas com resultados que identificam um perfil de utilizador e de consumidor. Apps que editam, melhoram e ainda animam fotografias que pareciam inúteis para o efeito. Formas mais acessíveis de planear uma viagem com exactidão. A lista não tem fim!

Temos caminhado para uma sociedade de dispositivos móveis que consome jornalismo online, que assiste a mais vídeos online e a streamings em vez de ligar a televisão de casa. Cartões de crédito deixaram de ser algo a evitar, o conceito “táxi” passou a Uber ou a Cabify para muitas pessoas, os livros de receitas são agora aplicações acessíveis e até o conceito de despertador se perdeu com o uso que fazemos do smartphone.

Se podíamos achar todas estas mudanças demasiado repentinas no tempo? Podíamos. Mas o que era de nós sem a encomenda do jantar online que chega em 20 minutos às nossas casas?

 

Texto por: Daniela Carreira Peralta.

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