Alerta: Epic Fails

Confessem: clicaram porque gostam de uma boa vergonha alheia, não é? Pois bem, mas se há coisa que podemos ter como certa é que todos nós (TODOS) erramos. Mesmo que não gostemos de admitir! Mas que tal irmos aprendendo uma coisa ou outra com os erros dos outros?

O Influencer Marketing, ou Marketing de Influenciadores, gera um ROI (Return On Investment) 11x superior às tradicionais formas de marketing digital. A comprová-lo estão 94% de marketers que recorreram a esta estratégia, considerando-a eficaz.

Os dados foram recolhidos pelo blog Invesp e são, sem dúvida, tentadores para todos os profissionais de Marketing.
Numa altura em que assistimos à mudança de algoritmo nas redes sociais, que dá privilégio às partilhas dos utilizadores, 48% dos marketers nos EUA que já utilizaram influenciadores nas suas estratégias, planeiam aumentar o seu orçamento neste tipo de campanhas, este ano.

71% dos profissionais inquiridos acredita que a forma mais eficaz de marketing de influência é a associação a embaixadores permanentes, que possam atribuir credibilidade à relação estabelecida entre figura – marca/produto.

Mas… (tinha de haver um “mas”, não tinha?) Nem tudo é um mar de rosas e os exemplos que se seguem são prova disso mesmo.

Como alerta o Social Media Today, na hora de escolher os influenciadores que queremos associar à nossa marca/cliente, não vale simplesmente apontar baterias a qualquer um que tenha milhares ou milhões de seguidores. Há que garantir que as figuras se alinham, em termos de objectivos e valores, aos da marca/empresa.
Por maior/melhor que seja o influenciador, há que garantir que este é a melhor aposta para a campanha e que não há margem para ferir a susceptibilidade dos utilizadores. Vejamos alguns casos em que isso não aconteceu…

1. Snickers e a falta de transparência

A modelo Pin-Up Katie Price, também conhecida como Jordan, faz um tweet com declarações sobre economia, o que é algo totalmente discrepante com o seu discurso habitual. Os seus seguidores começaram a interagir com o tweet e a questionar a pertinência da intervenção.

E eis senão quando… o remate. No seguimento do claim da Snickers “Tu não és tu quando tens fome”, a modelo fez um tweet que deitou por terra todas as dúvidas: tratava-se de uma campanha para a marca de chocolates.


Choveram queixas à Advertising Standards Authority no Reino Unido por “publicidade enganosa”. O caso acabou por se esclarecer, na sequência de uma investigação, mas que lição podemos retirar daqui?

Seán Earley, associate digital director da Teneo PSG, partilha: incluam de forma clara e transparente as hashtags #ad ou #patrocinado em conteúdo pago. Ou, em alternativa, a indicação, da parte do influenciador, de que está a trabalhar com determinada marca.

2. Trabalhem com quem quer mesmo trabalhar convosco

Outra dica excelente, partilhada por Seán Earley: fazer copy+paste de emails trocados com uma marca como copy de um post patrocinado, sem sequer ler o conteúdo, é a melhor forma de revelar que o influenciador não podia querer saber MENOS sobre o produto que está a partilhar. As fotografias também podem dar alguns palpites…

Acho que ninguém ficou a ganhar aqui, certo? O ideal é trabalhar com figuras que queiram, genuinamente, associar-se ao produto e, já agora, acrescentar-lhes valor.

E este caso não foi filho único. Aconteceu algo semelhante com a Adidas e a top-model Naomi Campbell:

3. Pepsi e Kendal Jenner? Não combinaram…

Quando falamos de temas tão sensíveis como a discriminação racial, é importante que tenhamos em conta os vários lados da barricada. E que não tratemos o tema com leveza.
A campanha “Live for Now”, como dá conta o site Social Media Today, pretendia captar o espírito dos movimentos de protestos sociais dos Millennials. Particularmente, os protestos do “Black Lives Matter”.
Para isso, escolheu Kendal Jenner como protagonista da iniciativa. No vídeo, a modelo está numa sessão fotográfica quando vê um protesto social de um grupo de jovens de diferentes etnias que estão em confronto com elementos da polícia. Jenner junta-se ao protesto e, no calor do momento, entrega uma Pepsi a um dos agentes, como oferenda de paz. O gesto deixa os protestantes em êxtase e levam-nos a celebrar e a abraçar-se enquanto o polícia bebe o refrigerante.

Fonte YouTube/ Pepsi Global

Infelizmente não é uma bebida que vai resolver os males da sociedade e não tardou muito até a marca ser criticada nas redes sociais. Além disso, Kendal Jenner é uma jovem tida pela sociedade como privilegiada, que nunca teve de sofrer na pele as questões pelas quais muitos dos activistas de hoje em dia têm de lutar.
A Pepsi, que acabou por retirar a campanha do ar, conseguiu matar dois coelhos de uma cajadada só, no que toca a erros de influencer marketing: por um lado não escolheu a influenciadora certa. Ao que sabemos, Kendal Jenner não é uma figura que associemos a protestos sociais. Além disso, expressou a mensagem errada, uma vez que nem o produto nem a empresa têm o poder de resolver os problemas da sociedade.

O que podemos reter destes exemplos? Não importa o quão importante é o influenciador. O importante é a sua paixão e compromisso genuínos em relação aos produtos e serviços. A autenticidade “sente-se”… e compensa!

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