Facebook: O Tinder de influenciadores

O Facebook quer facilitar as relações entre marcas e influenciadores o que, num cenário ideal, vai ajudar a plataforma a atrair mais criadores de conteúdo ao mesmo tempo que permite às marcas dar um boost na difusão das suas mensagens.

Como noticiou o Social Media Today, o Facebook lançou o painel Brands Collabs Manager que assinala às marcas quais os influenciadores mais relevantes e permite que entrem em contacto.

A plataforma destaca correspondências de influenciadores com base nos requisitos promocionais de cada marca. É possível fazer uma filtragem de qualificados, incluindo os que já gostam da página da marca no Facebook.
A marca insere os seus requisitos na plataforma e os criadores destacados pelo Brands Collabs Manager apresenta a percentagem de correspondência na sua imagem de perfil, revelando ainda dados como categoria e alcance da página.

Ao clicar num perfil, podemos ter acesso a mais dados sobre o criador, incluindo detalhes de quem são, onde estão, qual o seu website, sobre que tipo de conteúdos costumam trabalhar…

Os influenciadores poderão criar perfis específicos para a colaboração com marcas, com vídeos introdutórios de apresentação e media kits. Para isso, os criadores de conteúdos deverão inscrever-se no Brands Collabs Manager e preencher os seus dados.

Aqui, as marcas podem aceder às colaborações comerciais anteriores dos influenciadores, e estes podem fazer “like” na página de uma marca, para que surjam como potenciais parceiros da mesma, no futuro.

O marketing de influência tem apresentado uma importância e crescimento cada vez mais significativos, principalmente tendo em conta que os algoritmos estão a favorecer cada vez mais métricas como o engagement. Ainda há pouco tempo a Unilever anunciou que vai deixar de trabalhar com influenciadores que tenham declaradamente comprado seguidores, o que demonstra uma necessidade de transparência de ambos os lados: das marcas e dos criadores de conteúdos.

Que as marcas vêem benefícios no marketing de influência, é um facto. Mas também precisam de saber que o seu ROI (Return on Investment) está a ser eficiente, o que provavelmente vai ser o próximo grande foco nesta abordagem, adianta o Social Media Today. Através do Brands Collabs Manager, o Facebook pode remover utilizadores “duvidosos” das suas listas, tornando a ferramenta mais eficaz e benéfica. Aliás, a rede social de Mark Zuckerberg tem mesmo guerra aberta na detecção e remoção de perfis falsos, o que vai diminuir o apelo daqueles que têm feito batota ao longo do tempo, para terem perfis com um elevado número de seguidores.

O foco aqui está, no entanto, nos criadores de conteúdos. Para o Facebook retirar daqui algum benefício, particularmente em termos de conteúdos de vídeo, precisa de criadores populares, proeminentes, a fazer publicações na app. Até aqui, ressalva o Social Media Today, o modelo de monetização do YouTube está bem mais avançado, com conteúdos de criadores muito apelativos. Mas o Facebook tem mais utilizadores e alcance que o YouTube.

Se o Facebook der aos criadores de conteúdos mais possibilidades de monetizar o seu trabalho – e não apenas através de in-stream ads – pode atrair mais influenciadores, aumentando o envolvimento e o tempo passado na app.

Aos que estiverem interessados em juntar-se a esta nova plataforma, é só clicar aqui.

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