Controla mesmo a sua privacidade?

Desde que descobrimos que as gigantes tecnológicas guardam e partilham informações pessoais sem o nosso consentimento que a questão da privacidade tem estado nas bocas do mundo.

Mas parece que a Google está determinada a deitar mais achas para a fogueira! Segundo noticiou o jornal i, com base em informações avançadas pela Associated Press, ficou a saber-se que a Google guarda a localização dos seus utilizadores mesmo que eles não autorizem!

A agência noticiosa Associated Press avança que, mesmo sem o seu consentimento, a gigante tecnológica armazena os dados de localização dos seus utilizadores. De acordo com a Google, e em teoria, qualquer utilizador pode suspender a ferramenta de localização. No entanto, mesmo com esta funcionalidade suspensa, algumas aplicações continuam a conseguir guardar os dados de localização dos utilizadores de forma automática. É o caso de aplicações de mapas, de meteorologia ou do próprio motor de busca!

Já no início de Julho a Google confirmou que pessoas de empresas terceiras têm acesso a mensagens do seu serviço de correio electrónico que é, no fundo, uma ferramenta de autenticação fundamental para os utilizadores na internet. A gigante destacou que esta é uma prática que não vai contra as suas políticas de privacidade e que são os próprios utilizadores a autorizar este acesso, quando associam a sua conta de correio electrónico a prestadores de serviços externos, mas o procedimento rapidamente levantou questões e discórdia!

É que tanto a Google como o Facebook já se viram a braços com acções judiciais à conta de práticas que colocam em jogo os direitos dos utilizadores!

Basta lembrar o “não-tão-antigo” caso da Cambridge Analytica, em que os dados de milhões de utilizadores foram utilizados de forma indevida e sem o seu consentimento, e que rendeu ao Facebook uma desvalorização em bolsa de mais de 100 mil milhões de euros.

Mais recentemente, a rede social de Mark Zuckerberg reconheceu – na sequência de informações avançadas pelo New York Times – que estava em curso uma campanha para influenciar as eleições de Novembro nos EUA. As eleições intercalares estão a aproximar-se e o Facebook reconheceu ter identificado dezenas de contas falsas, enquadradas numa campanha de influência política. E não deixou margem para dúvidas: a gestão destas contas estava nas mãos de actores políticos que trabalham em questões sociais fracturantes. O Facebook vai continuar à procura de mais contas do género e continuar com a investigação dos perfis entretanto eliminados.

Uma coisa é certa: os nossos dados, de todos nós, valem dinheiro. E não nos podemos esquecer que o Facebook tem sob a sua alçada aplicações como Messenger, WhatsApp e Instagram…

Posto isto: somos mesmo donos e senhores da nossa privacidade?

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