Um exército de modelos virtuais?

Sim, é possível. E não é só possível como aconteceu! Existe mesmo!

Já aqui falámos do poder crescente dos influenciadores virtuais, lembram-se? E nós bem avisámos: a procissão ainda ia no adro!

A casa de moda francesa Balmain decidiu formar um “exército” de modelos CGI (Computer Generated Imagery, ou imagética gerada por computador).

O website We Are Social Media vai mesmo mais longe e diz que, dentro de algum tempo, 2018 vai ser visto como o ano em que as modelos “de carne e osso” se tornaram coisa do passado! É que, para um olhar desatento, a campanha #BalmainPF18 é semelhante a tantas outras. Mas se olharmos bem… alguma coisa está diferente!

A modelo Shudu vive, assumida e exclusivamente, atrás de ecrãs e já é familiar a muitos dos utilizadores de Instagram, ou não tivesse a sua conta 146 mil seguidores! É conhecida como “primeira supermodelo digital” e é uma criação do fotógrafo Cameron-James Wilson, que a Balmain contratou para fazer parte das suas próximas iniciativas.

O director criativo da marca, Olivier Rousteing, contactou Wilson para criar um “exército” inteiro de modelos CGI, num passo brilhante que eleva a fasquia para as outras marcas e aumenta a pressão da relação da moda com a inovação!

Foi com base neste briefing que Cameron-James Wilson criou a Margot e a Zhi, para se juntarem a Shudu. Estava então criado um trio que espelha a inclusão racial. Já as roupas em formato virtual foram criadas pela agência CLO Virtual Fashion.

A Balmain não foi a primeira a olhar para o Instagram para se inspirar na sua arte – ou para beber da inspiração de outros artistas. Relembremos a campanha #TFWGucci, de 2017, em que a marca fez uma parceria com talento subversivo e da cultura pop. Mais recentemente, fez o caminho inverso e levou obras de museu para o digital, numa conta que tem tanto de informativa como deliciosa: @GucciBeauty.

Mas como diz o We Are Social Media, a Gucci foi uma boa professora mas a Balmain, como aluna, superou-a. O tema das modelos CGI está tão em voga que a campanha de se tornou viral antes até de ser lançada!

A iniciativa suscitou questões pertinentes: na era em que vivemos onde estamos, mais do que nunca, sedentos por inclusão e representação holística, será que a Balmain podia fazer ainda melhor e contratar, de facto, um “exército” de diversidade mas… de carne e osso? Sim, podia… Então, porque não o fez? Talvez por querer simplesmente colocar-se na ponta da inovação e da inclusão racial. Mas atenção: quando uma marca “prega” mais do que concretiza, os consumidores topam-na a milhas!

De qualquer forma, ninguém tira o feito à Balmain e a fasquia está elevada… Ainda assim, será muito cedo para substituir pessoas, modelos e profissionais ansiosos por se ver representados na indústria por influenciadores CGI e de Inteligência Artificial?

Estaremos cá para ver os próximos desenvolvimentos!

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