Vai existir um antes e um depois da Covid-19

Não há dúvida. Vai existir um antes e um depois da Covid-19.

Desde o dia 12 de março que a equipa está toda em casa.

Têm sido dias de aprendizagem diária, de adaptação de rotinas e de novas estratégias para corresponder às necessidades dos nossos clientes.

O nosso foco imediato foi: como podemos assegurar que os nossos clientes têm o nosso suporte nesta fase tão desafiante?

Em conjunto com os nossos influenciadores, começámos a desenhar estratégias de ação, não pensadas de forma comercial, mas sim de que forma podem levar até às casas – Portuguesas e do Mundo – um pouco de inspiração, motivação, companheirismo e, acima de tudo, esperança de que dias melhores virão.

Temos a sorte de sermos uma equipa unida, cooperante, solidária e “camaleónica”. As reuniões mantêm-se (Olá, Zoom e Teams), mas todos sentimos falta de estar no mesmo espaço, do espírito de equipa – que também existe à distância (mas não é a mesma coisa!), dos bolos que vamos partilhando e das ideias que vão surgindo nas reuniões de brainstorming.

Claro que estamos a falar de um negócio, mas para nós é muito mais do que isso. É sentir que as marcas dos nossos clientes são as nossas marcas, sentimos as suas dores, os seus desafios, e passamos noites em claro a pensar nos projetos.

Se estamos assustados? Claro. Se o Mundo não vai ser igual? Temos a certeza. Se é uma oportunidade para as marcas se reinventarem? Vamos a isso!

É preciso que mudem a sua forma de pensar, atuar, e só assim serão recordadas, no futuro, como marcas que tiveram a ousadia e a capacidade de assumir uma posição numa altura em que relevância é a palavra de ordem. Sejam relevantes, sejam conscientes da vossa missão perante os consumidores mas, acima de tudo, sejam transparentes.

Não vão ser tempos fáceis, mas estaremos aqui, deste lado, para os nossos clientes e para quem precisar do nosso apoio.

João Pedro Ferreira


E como é que a nossa equipa está a gerir toda esta situação de trabalhar em casa, a adaptação de novas rotinas e hábitos? Aqui ficam os relatos na primeira pessoa. 😊

 

Daniela Domingos 

“Muito se ouve dizer que, nesta fase, separados somos mais fortes. Confesso que a ideia de quarentena voluntária me assustou ao início. E não me interpretem mal: continuo preocupada e com cada vez mais saudades da minha família, da minha avó que está prestes a fazer 91 anos, da minha mãe que continua a ir trabalhar todos os dias para o hospital, do meu irmão que também está a trabalhar a partir de casa, noutra casa…

Mas se estar afastado dos nossos é uma forma de cuidar, fiquei com mais tempo para mim. E se, no início, estava preocupada com o facto de ter de trabalhar a partir de casa, rapidamente consegui estabelecer um equilíbrio muito positivo. Consigo conciliar o trabalho com a aposta em formação adicional. Estou entusiasmada com a possibilidade de aprender coisas novas. Tenho mais tempo para me dedicar a mim, sem desculpas de falta de tempo, paciência ou distância. Sinto-me mais calma a cada dia que passa, mais equilibrada, tranquila comigo própria. E certa de que depois da Covid-19 vou olhar para o mundo com outros olhos. No final do dia, o que importa somos nós. E se estivermos bem, podemos cuidar dos nossos, perto ou longe.

 

Joel Cotrim 

“Felizmente que nós, na KEEP it REAL, temos a sorte de conseguir trabalhar em casa e isso faz com que a nossa rotina não fique totalmente diferente. Só não saímos de casa, basicamente.

O bom que podemos tirar desta situação toda é o facto de nos conhecermos um pouco melhor e de aproveitarmos o tempo livre para fazer coisas que nunca fizemos ou que não tínhamos tempo para fazer.

No meu caso, foi preciso estar em isolamento para fazer o meu primeiro bolo. Entretanto já fiz dois! Aproveitei também para jogar a jogos de tabuleiro. Sempre gostei muito mas era raro ter cabeça ou disponibilidade para jogar.

Tento todos os dias fazer um pouco de exercício físico através de vídeos online e quando não me apetece fazer essas aulas, ouço um Megamix da Jennifer Lopez que encontrei no YouTube e não paro durante aqueles 23 minutos. Acreditem que resulta e vai dar ao mesmo, o importante aqui é a criatividade.

Tenho metido as séries todas em dia e escovado a minha gata todos os dias.”

 

Daniela Carreira Peralta 

“No fim-de-semana passado fui à Índia e visitei o TaJ Mahal. Vi paisagens maravilhosas, pessoas, vida na natureza e na cidade… e sem sair do meu sofá! By the way, obrigada Google Arts & Culture. Foi tão giro, que ainda tirei um print screen para memória futura. 😍

O isolamento social tem sido interessante para criar uma rotina (quase) completamente diferente da que seguia há semanas. Substituí a hora de ponta no metro pelos minutos a fazer café de filtro pela manhã, a impressora pelo meu caderno de apontamentos, as conversas no escritório com a Daniela por notificações de WhatsApp e as idas ao ginásio ao final do dia por YouTube classes na TV.

Fora tudo isto e a maior atenção que dou à cozinha e às plantas cá de casa, a minha lista de afazeres e o companheirismo com o Photoshop e o PowerPoint continuam. Tem sido (confesso que muito) positivo conseguir usufruir mais da luz solar cá de casa e muito engraçado comunicar com a vizinha da frente à distância do corredor do prédio – que, diga-se, já discute comigo que estamos 3 dias atrás do que de facto estamos (“- Hoje é sexta?, – Ah! Pensei que era terça, menina. Não me deixam sair de casa… já nem sei que dia é”).

A verdade é que têm sido semanas de equilíbrio de rotinas e de maior tranquilidade. Trabalhar a partir de casa tem-me trazido uma calma muito interessante (não obstante do sentido de alerta acerca do país e do mundo, obviamente) que une o meu espaço à diferente forma de organizar o tempo, gerindo as tarefas e criatividade habituais do emprego e a vida.

Último ponto, prometo, prometo! Tenho lido como não lia há anos. – Vocês não adoram o cheirinho das páginas dos livros? – E já pensei seriamente em dar a Netflix como membro da minha família. Isso é coisa fácil de registar? 🤪”

 

Mariana Soares 

“A frase que eu mais ouvia no meu dia-a-dia era “quanto maior o dia maior a romaria”. O que significava que tinha passado o dia inteiro fora de casa. E normalmente era assim. Passear, refeições fora, passear outra vez e mais refeições fora. Acho que são os meus hobbies favoritos. A pandemia veio mudar tudo. A romaria agora é feita dentro de casa, do escritório para a sala, da sala para a cozinha e da cozinha novamente para o escritório. O que me salva são as pausas de almoço passadas no terraço a ler um livro. Mas nem tudo é mau. Voltei a fazer exercício, hábito perdido há alguns meses, fiz o meu primeiro bolo (com ajuda) e tenho dedicado mais tempo à minha dissertação, que bem merece a minha atenção!

Para além disto, toda esta situação trouxe novos desafios a nível profissional que tenho encarado com bastante positivismo. Nunca esperei ser tão produtiva em casa. O tempo que me resta depois disto é passado a falar com os meus amigos e familiares por vídeochamada ou na Netflix, outro dos meus hobbies favoritos.”

 

Francisca Costa Gomes 

“Já são 16 os dias que estou de quarentena voluntária. Uns dias melhores que outros, mas em todos eles tento fazer coisas que mantenham o meu corpo e cabeça sãos.

A COVID-19 acertou no timing: uma casa nova por estrear (há 15 dias vazia), o lançamento da minha primeira música, totalmente ofuscado pelo vírus, uma viagem marcada e cancelada, o meu aniversário longe de muitos que sempre estiveram comigo neste dia… Tudo isto não está a ser mais do que um desafio para percebermos que não há nada a que um ser humano não se consiga adaptar.

E esta sou eu durante este isolamento social:

Manter a rotina matinal como se fosse para o escritório, em Lisboa. Acordar, uns dias treinar de manhã, outros só ao final do dia. Segue-se o típico iogurte natural com laranja às rodelas e sementes de linhaça para o pequeno-almoço. Logo depois tomar um banho e que comece o teletrabalho – sempre com um balde de café ao lado!

Não esquecer a minha playlist a bombar para me dar toda a (melhor) energia possível.
Depois de almoço, com os meus queridos pais, faço questão de beber o café no jardim, ao ar livre. E aqui começa outra coisa bonita que me apercebi durante esta quarentena: que sorte tenho eu de ter uns pais como os meus, meus amigos, meus parceiros e um espaço ao ar livre e ainda assim continuar dentro de minha casa!

Já vos disse que para além de Publicist e PR na KEEP it REAL tenho também uma banda? É verdade, e sempre que posso, em algumas pausas do teletrabalho pego na minha guitarra e escolho uma música nova para aprender a tocar, todos os dias.

E não é verdade que “quem canta seus males espanta?”- fico logo outra!

Teletrabalho a terminar, ou continuo a tocar, ou faço um treino. Quando não consigo treinar, chamo a minha mãe para dançar! Sorte a minha, tenho uma mãe que é tão louca por música como eu! Depois do jantar, é hora de dar atenção ao meu pai, que também merece, e muito! Somos loucos por filmes e estamos a ver uma série juntos. Um bom thriller como só nós os dois gostamos…

De facto a COVID-19 acertou num timing em que eu tinha muita coisa boa a rolar na minha vida pessoal e profissional. Mas se não fosse ele, provavelmente não ia ter este tempo de qualidade e tão próximo com os meus pais antes de me mudar para a minha primeira casa. Não tinha também noção do quão grata sou pela família e amigos que tenho e pelo conforto que tenho em minha casa. A sacana da COVID-19, afinal e, no limite, só me vai fazer viver ainda mais e melhor.

Vamos ser ainda mais felizes depois de tudo isto, não tenho dúvidas.”

 

Ana Martinez 

“Descrevo os tempos que vivemos como irreais, embora inconscientemente esperados. A verdade é que há 15 dias ninguém achava que teria de ficar confinado à comodidade do seu próprio lar e isolado de tudo e todos. Estar por casa sabe bem nos primeiros dias, mas revela-se um bem envenenado com o passar do tempo. Para mim, o maior desafio de trabalhar em casa e nestas condições tão particulares tem sido alimentar a minha criatividade e inspiração.

Em 16 dias saí uma única vez à rua, por necessidade. Não tenho podido contar com o calor do sol, com a beleza das ruas de Lisboa nem com a agitação e o cheiro a especiarias do bairro onde vivo para me ajudarem neste exercício, por vezes tão complexo, que é o processo criativo.

Falta de criatividade não é de forma alguma o maior problema que enfrentamos agora, excepto quando o nosso trabalho depende em grande parte disso. E é assim que estou agora, sem grande inspiração para realizar o meu trabalho. Para dar a volta a esta situação e tentar sair da espiral sugadora de criatividade que todo este cenário envolve tento usar o meu tempo livre para fazer o que mais gosto, seja cozinha, ler ou sonhar com os quadros a óleo que vou pintar depois de ter visto todos os vídeos do Youtube e cursos online sobre o assunto. Fazer atividades que não envolvam um ecrã também pode ser libertador, como jogar um bom jogo de tabuleiro todo desenvolvido à volta da temática “Apocalipse Zombie”, acompanhado de um bom copo de vinho, claro.  

Mas a criatividade começa a surgir de outras formas. Por exemplo, na falta de vontade para enfrentar o mundo e executar gestos tão simples como comprar pão, e na grande vontade de comer um belo hummus caseiro, surge a ideia de fazer em casa pão pita, que foi sem dúvida o melhor que alguma vez comi. Acredito já estar em casa há dias suficientes para poder afirmar que esta é talvez uma grande oportunidade para repensar objetivos e dedicar algum tempo a cuidar e olhar para o nosso interior. Por agora ainda não me deu para fazer exercício fisico todas as manhãs, mas continuo a aguardar com esperança uma súbita vontade para tal.”

 

Sara Teixeira 

“E, de repente, tudo mudou!… Mas o espírito KiR continua presente: acordo com a mesma vontade para trabalhar e criar soluções para tornar os projetos inovadores. Os dias que correm revelam-se desafiantes para os profissionais de comunicação, mas acredito que o digital é neste momento o canal mais impactante e que melhor consegue proporcionar conteúdos de entretenimento às famílias em casa!

Entre trabalho árduo, também vou encontrando momentos para treinar, cozinhar, fazer yoga, ler e escrever. 💙”

 

Isa Ribeiro 

“Estar em casa de quarentena é uma novidade para todos nós, mas aos poucos consegui encontrar uma rotina que funcionasse para mim e que me ajudasse a manter focada e produtiva.

Acordo por volta das 8:30/9h para rentabilizar o meu dia e faço passeios diários com a minha cadela para apanhar ar fresco. Tenho investido mais tempo em coisas que na correria do dia a dia não conseguia fazer. Tenho feito algumas pinturas, que já não fazia há meses, cozinhado novas receitas e tenho dedicado mais tempo a cuidar de mim.

Espero que apesar da circunstância não ser a mais positiva possamos tirar dela o melhor, nem que seja nas pequenas coisas que aprendemos a fazer ou no tempo extra que tivemos para dedicar a quem nos é querido.”

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s